Biblioteconomia na UCS – formato

IMG_7008O bacharelado em Biblioteconomia – EAD da Universidade de Caxias do Sul (UCS) tem duração de oito semestres. O semestre é dividido em dois trimestres, cada um com três disciplinas em média.

O curso é composto por módulos, ou seja, não tem como escolher quantas e quais disciplinas fazer. O aluno é matriculado automaticamente em todas as disciplinas do semestre. O lado bom é que as turmas seguem unidas até o final. O lado negativo é que é preciso estar prevenido financeiramente para arcar com o alto custo de realização de todas as matérias.

Considerando que o estudante terá que ir ao polo de qualquer maneira, independentemente se está fazendo uma ou três disciplinas, então quanto mais disciplinas fizer por vez, melhor, pois assim otimizará melhor as viagens.

Informações institucionais sobre o curso podem ser lidas aqui: www.ucs.br/portais/curso218/

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Será que dou conta de uma graduação a distância?

Há dois anos, eu havia feito um curso de Comunicação Científica a distância. Não foi uma experiência muito boa porque justamente naquele período minha mãe sofreu um acidente e tive de ficar duas semanas a acompanhando em um lugar sem internet. Como fazer um curso on-line sem acesso à web? Não dá para dizer que é impossível, mas se o curso exigir que o aluno esteja on-line em horários determinados, como era o caso, fica bem difícil. O resultado, na época, foi que consegui fazer todas as atividades, mas nunca participar dos chats. Acho que não aproveitei tudo que poderia.

Quando soube do curso oferecido pela UCS, me bateu uma leve preocupação, será que eu conseguiria me adaptar ao formato EAD?

Gastei alguns dias pensando, mas eu já havia tomado a decisão. Como biblioteconomia é algo que estou muito a fim de fazer, resolvi encarar o desafio.

Passados cinco meses do início das minhas aulas, posso dizer que está sendo ótimo, que estou conseguindo dar conta e ter um bom aproveitamento. Baseada em minha experiência inicial, acredito que o estudante disposto a fazer um curso a distância deve prestar atenção a dois aspectos muito importantes: planejamento e organização.

O planejamento começa ainda antes das aulas. O interessado em realizar um curso EAD deve fazer uma análise bem realista sobre o tempo disponível para se dedicar aos estudos. O fato de não haver um horário fixo de aula, não quer dizer que o aluno não tenha que dedicar um bom número de horas aos estudos – às vezes até mais do que imagina. Diferente do estudo presencial, no qual muitas vezes basta o aluno estar ali de corpo presente, no estudo EAD será necessário participar de fóruns, realizar exercícios, postar resultados de atividades periodicamente. Para conseguir apresentar qualidade nessas participações, é necessário um grande volume de leitura, de resolução de exercícios. Tudo isso demanda tempo. Não dá para simplesmente assinar uma lista de presença e só se lembrar daquela matéria na semana seguinte. No curso EAD, a presença é notada por meio da realização das atividades propostas.

Café e estudoA organização é um complemento importante ao planejamento. Definido o tempo disponível para os estudos, é necessário definir quanto dele será dedicado a cada assunto. Além disso, é importante preparar uma pasta onde serão armazenados os conteúdos de aula, pensar que tipo de material de apoio será necessário comprar (cadernos, canetas, lápis) e até mesmo planejar onde estudar (em casa, na biblioteca). Parecem questões meio bobas, mas fazem toda diferença na rotina de estudos. Vale também avisar às pessoas ao redor que você estará ocupada estudando em determinados períodos de tempo, ainda mais se vai estudar em casa.

Eu tenho todas as noites livres, quando costumo me dedicar à leitura, produção de resumos e resolução de exercícios propostos pelos professores. Estudo entre duas a três horas por dia. Consigo dar conta de tudo que é proposto de segunda a sexta-feira. Apenas quando surge algum imprevisto durante a semana é que eu preciso usar o fim de semana para os estudos de graduação.

Como eu havia comprado um computador há pouco tempo, não precisei me preocupar com este item. Separei uma pasta somente para os estudos de graduação. Decidi comprar alguns cadernos para poder organizar o conteúdo em forma de resumo, o que, para mim, funciona muito bem, pois o conteúdo fica todo esquematizado no mesmo lugar. Em casa tenho tranquilidade para estudar, mas quando quero adiantar alguma leitura, levo o texto comigo.

Aprofundarei esses assuntos mais adiante, pois são fundamentais para um aproveitamento maior do curso.

Vontade de me tornar uma bibliotecária

De repente, veio a vontade de me tornar bibliotecária. Tudo bem, confesso, nem foi tão de repente assim.

As visitas às duas bibliotecas que existiam em Esmeralda fazem parte das minhas lembranças mais fortes de infância. Fazer o meu cadastro na biblioteca municipal foi a realização de um sonho. Meu irmão já tinha e fiquei feliz quando pude ter minha primeira fichinha verde. Preenchi algumas ao longo dos anos. Antes disso, eu já emprestava livros da biblioteca do colégio. Em algumas épocas, fazia parte da minha rotina ir à biblioteca para pegar um livro novo toda manhã.

Quando fiz vestibular, passei para aquilo que mais me interessava no momento: jornalismo. Durante o tempo de faculdade, dentro do possível, eu costumava usar a biblioteca para estudar, mas especialmente para ler as revistas semanais. Achava um luxo poder ter acesso a todas elas no mesmo lugar. E de graça. Naquela época, meio dos anos 1990, ainda havia fichários com as informações sobre os livros e as nossas carteirinhas ficavam guardadas na própria biblioteca. Ah, sim, a internet ainda estava chegando ao Brasil.

Cartão para usar as bibliotecas de Las Vegas

Em outros lugares onde morei – Neu-Isenburg, Florianópolis e Las Vegas –, mantive sempre um cadastro na biblioteca local. Nos últimos anos, me vi frequentando bibliotecas apenas por razões acadêmicas. Porém, foi justamente nesse período em que comecei a me envolver com a biblioteconomia, pois muitos dos meus colegas no curso de mestrado eram da área. Observando-os, percebi o quanto eram apaixonados pela área.

Pela convivência e resgatando a felicidade que as bibliotecas sempre me proporcionaram, comecei a pensar no assunto com carinho. Só que fazer uma graduação a esta altura do campeonato me parecia inviável. Como passar pelo Enem? Vestibular? Fui pelo caminho do reingresso, mas a UFRJ exigia muito mais créditos em comum do que o meu histórico do curso de jornalismo poderia oferecer.

Foi quando, meio por acaso, fiquei sabendo que a Universidade de Caxias do Sul (UCS) havia aberto um curso de biblioteconomia a distância. Não poderia ler notícia melhor. Além de ser na minha universidade de origem, o curso poderia ser realizado a distância. Corri atrás de informações, conversei com uma aluna do primeiro ano, fiz algumas perguntas para o coordenador do curso, pedi reingresso e… cá estou eu já no segundo semestre.

Neste blog, pretendo relatar como está sendo realizar uma graduação a distância, algo bastante novo para mim, mas mais que isso a minha transformação em uma bibliotecária. 🙂