Encontros presenciais

Como disse em outro post, já participei de quatro encontros presenciais em Caxias do Sul. O primeiro deles foi em plena Copa do Mundo, inclusive em um dia de jogo do Brasil – como eu sou muito ligada em futebol, nem me lembro mais qual era o jogo.

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As provas costumam começar às 8h30. Durante a manhã ficamos concentrados nisso. Do meio da manhã em diante, terminamos as provas e ficamos de conversa nos corredores do bloco escolhido pela coordenação. Lá pelas tantas sempre surge uma tutora para nos mandar conversar mais longe, pois estamos atrapalhando os colegas que ainda estão fazendo prova.

Isso é algo que sempre me impressiona. Não interessa a idade, estudantes são iguais. Comentamos o tipo de material oferecido, sobre o que gostamos mais, o que nos incomodou mais, relembramos de discussões realizadas nos fóruns, “avaliamos” nossos professores… Os mais corajosos aproveitam o pós-prova para conferir seus gabaritos. Eu não tenho nervos para isso.

Costumamos almoçar na universidade mesmo, pois temos sempre atividades à tarde. O restaurante do Centro de Convivência é muito bom! Dizem que tem também um restaurante universitário, mas ainda não descobri onde fica. Tudo tão diferente da época da minha primeira faculdade.

À tarde, a programação continua com apresentação dos professores àqueles alunos que estão chegando, palestra sobre algum tema eleito a partir de nossas sugestões e espaço para trocar uma ideia com os professores, que costumam estar presentes. Para fechar, a UCS oferece um coffeebreak. Depois disso, às vezes, ainda ficamos conversando um pouco, mas cada um se encaminha para casa – o que pode significar horas de viagens ou mesmo mais um dia na cidade, como costuma ser o meu caso.

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Três disciplinas a menos, três passos à frente

Neste trimestre fiz três disciplinas, que se encerram na próxima semana. Foi um semestre interessante, pois entramos em assuntos bem específicos da biblioteconomia, como análise documentária e representação temática. Tivemos noções básicas de indexação e começamos a praticar a classificação. Nesta primeira disciplina o foco recaiu sobre a CDD (Classificação Decimal de Dewey).

Aliás, este senhor Melvil Dewey teve uma vida profissional muito interessante. Esteve presente em momentos marcantes da história da biblioteconomia, como a fundação da ALA (American Library Association) e o primeiro curso da área da Universidade de Columbia. Claro que sua contribuição mais importante foi mesmo a classificação decimal – ideia genial usada em bibliotecas do mundo inteiro.

O encontro presencial foi muito bom. Esta já foi a quarta vez que viajei a Caxias para realizar as provas. Agora, nós alunos já nos conhecemos melhor. Reencontrar os colegas é algo que me deixa bem feliz. Acabamos conversando mais sobre nossas provas, os conteúdos, os professores, mas aos poucos começamos a saber um pouco mais uns sobre os outros. Gosto disso.

Alteração na avaliação

A partir deste semestre, o sistema de avaliação adotado pela UCS para o curso será diferente. Agora, os trabalhos on-line valem 4 pontos. A prova passa a ter nota máxima 6. Antes precisávamos acertar 60% da prova, cuja nota seria acrescida à nota dos trabalhos. Agora se tiramos 2 pontos na prova (40% da prova), somados aos 4 dos trabalhos, já passamos com média 6.

Ficou bem mais fácil para passar, mas sempre fico em dúvida se é acertado facilitar demais.

Semestre que segue

O semestre começou com tudo.

Agora estamos aprendendo a identificar os assuntos dos documentos – tanto para a prática da indexação quanto da classificação. Não é nada fácil.

A indexação permite vários descritores (palavras-chave). Já na classificação, se erramos, talvez o livro nunca mais seja encontrado nas estantes.  Claro que os sistemas de busca de informação ajudam – e muito -, mas a ideia é essa mesma: se o classificador se equivocar, corre o risco de “esconder” um livro para sempre na biblioteca. É bom ter isso em mente, pois faz com que o trabalho seja realizado com mais consciência.

Chegado o fim do trimestre, vi que escrevi muita bobagem no parágrafo acima. Independente da classificação de que se faça, o livro será encontrado, pois a classificação é justamente o endereço do livro na estante. Claro, há sempre a chance de ser guardado em uma estante errada, aí, realmente, já era. Já se indexarmos um documento com palavras-chave equivocadas, aí sim teremos problemas, pois nunca será recuperado quando precisamos dele.

Comecei o terceiro semestre e estou ainda muito feliz com a decisão de realizar o curso – apesar de todos os outros compromissos correntes, inclusive outro compromisso acadêmico bem importante.

Nos próximos dias já chegaremos à sétima semana, quando ocorrem as provas. Estou, claro, um pouco nervosa. Ainda mais porque tenho viajado bastante e o tempo para estudar tem se reduzido aos intervalos das outras atividades. O que não deve ser, especialmente se fazemos um curso a distância. É preciso ter disciplina no estudo e constância.