Meu plano de estudos na HdM

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Começaram as minhas aulas na Hochschule der Medien (HdM)!

Estou matriculada em sete disciplinas:

  • Projekt Museumsbibliothek (Seg, 16h-19h15)
  • Medienmanagement in Schulbibliotheken (Ter, 10h-13h15)
  • Digitale Bibliothek (Qua, 8h15-9h45)
  • Bibliothekssoftware (Qui, 10h-11h30)
  • IT-Management in Bibliotheken (Qui, 11h45-13h15)
  • Open Source Bibliothekssysteme (Qui, 14h15-17h30)
  • Social Media in Bibliotheken (28/04, 13/05 e 27/05)*

A semana começou com a disciplina Projekt Museumbibliothek (Projeto Biblioteca de um museu), que é ministrada por dois professores, Prof. Hütter e Prof. Hennies. Somos entre 15 e 17 alunos. A ideia dessa disciplina é elaborar um projeto para o Museu Heilbronn. Ainda não está claro o que será desenvolvido. Nesta segunda-feira faremos uma visita ao Museu, que fica em uma cidade vizinha. A primeira aula foi meio solta, sem conteúdo. Os professores fizeram um brainstorm, coletando ideias sobre o que poderia ser abordado durante a visita. A visita será realizada durante o horário de aula. Sairemos no fim da tarde de Stuttgart em direção a Heilbronn, onde ficaremos por mais ou menos duas horas levantando informações para nossos trabalhos.

Na terça, tive Medienmanagement in Schulbibliotheken (Gestão de mídias em bibliotecas escolares), novamente com o Prof. Hütter, que é o decano/coordenador do curso de Biblioteconomia na HdM. Ele explicou como funcionaria o curso, a avaliação, os trabalhos que espera que façamos. A turma tem também uns 15 alunos. As aulas serão numa pequena sala de aula. Nikolas, o aluno francês, e eu, faremos trabalhos individuais. Nossa tarefa é apresentar um panorama das bibliotecas escolares em nossos respectivos países. O material da aula da prof. Michele será bem útil. Os demais colegas farão trabalhos e apresentações sobre temas levantados durante essa primeira aula, como situação das bibliotecas escolares na Alemanha, questões técnicas, comparação com bibliotecas públicas, melhores práticas etc.

A aula de Digitale Bibliothek (Biblioteca Digital) foi em um estilo diferente: numa sala de aula bem grande, com mais de 50 alunos. O Prof. Hennies usa até microfone. Creio que este seja um estilo clássico de aula na Alemanha. Não há chamada ou controle de presença. Os alunos são estimulados a rápidos trabalhos em grupo, mas a aula é focada no professor, que apresenta um conteúdo. Esta matérias me interessa muito, pois eu adoraria trabalhar com/em uma biblioteca digital.

Mesmo formato têm Bibliothekssoftware (Softwares para bibliotecas), com o Prof. Hütter, e IT-Management in Bibliotheken (Gestão de tecnologia de informação em bibliotecas), com o Prof. PfefferEssas duas e Digitale Bibliothek fazem parte de um mesmo módulo. No final do semestre, é feita uma prova única para as três. Nesta primeira semana não participei da aula de IT-Management, pois percebi tarde demais esta questão do módulo e quando resolvi quer faria as três matérias, a aula já tinha passado.

Minha semana termina com Open Source Bibliothekssysteme (Sistemas de código aberto para bibliotecas), ministrada pelo Prof. Pfeffer. Essa tem 10 alunos. Ao longo do semestre aprenderemos sobre softwares de código aberto e teremos uma parte prática com o Koha, um sistema pouco usado no Brasil. Na primeira aula aprendemos a diferença de open source e free software, entre outras coisas. Em casa, tivemos que criar uma máquina virtual e instalar o sistema Linux/Ubuntu. Adoro este tipo de coisa. Acho que será uma disciplina bem interessante.

Como talvez dê para perceber, tenho um interesse bem grande por tecnologia. Então, no final, as disciplinas que escolhi tem relação com essa área dentro da biblioteconomia. Havia um oferta bem grande de cursos. Dá vontade de pegar bem mais coisas, mas ainda tenho o curso de alemão nas tardes de quarta-feira e eu preciso sempre lembrar que tudo é em alemão.

Nesta primeira semana, consegui entender quase tudo, mas é preciso ficar sempre bem concentrada nas aulas, pois basta um segundo de distração para tudo parecer grego. 🙂 Pensei em fazer um dicionário com termos da biblioteconomia, pois às vezes não entendo o que está sendo tratato por não conhecer o termo e depois vou ver que era algo bem simples.

* Esta disciplina tem apenas três encontros e será realizada mais tarde no semestre.

 

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Primeiro mês na Alemanha

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Impressionante como o tempo passa rápido. Já faz um mês que cheguei a Stuttgart. Desde então consegui aumentar um pouco os meus conhecimentos de alemão, conheci melhor a cidade, fiz algumas amizades e aproveitei para ler e passear (mesmo com o frio).

O curso de alemão foi ótimo. Apesar de a nossa turma ser meio quieta, segundo a professora, houve um bom entrosamento e acho que saímos todos ganhando. No último dia, depois da prova, fizemos um programa juntos: fomos tomar uma cerveja no Palast der Republik, um pub que fica bem no centro da cidade e está sempre cheio, não interessa o horário. Foi divertido.

Depois de alguma indecisão, finalmente tive a confirmação das disciplinas que farei ao longo do semestre. Hoje ainda é quarta-feira. Então quer dizer que já passei por três delas. Duas com menos alunos, menos conteúdo por parte dos professores e construção da displina pelo grupo. A de hoje, com mais de 50 alunos, foi expositiva, o professor realmente deu aula. Ainda terei mais duas experiênciais amanhã.

Nas duas primeiras aulas, os colegas são mais jovens, quer dizer, eles estão na idade regular de uma graduação (início dos 20 anos). Também são alunos de semestres mais adiantados, que já fizeram estágio e/ou tiveram alguma vivência na área. Na aula de hoje, os colegas pouco se manifestaram. É uma disciplina mais de início de curso (2. semestre), mas para minha surpresa tinha alunos mais velhos, mais próximos da minha idade.

Estou feliz por finalmente ter comecado o semestre de Biblioteconomia. Claro que dá um frio na barriga, pois agora é vida real, não tem mais a segurança do curso de alemão, quando sempre temos a quem recorrer no caso de uma dúvida.

Aliás, o curso de alemão continua. Só que agora apenas uma vez por semana. Começa hoje.

Uma bela biblioteca pública: a Stadbibliothek Stuttgart

Estive duas vezes na Biblioteca Pública de Stuttgart, eleita uma das bibliotecas mais bonitas do mundo. Realmente é uma bela biblioteca. O acervo é enorme, novinho, com bastante alternativas. Confesso que s bibliotecas francesas que visitei me deixaram mais impressionada, mas esta também é muito boa.

Como agora já tenho o registro na prefeitura, pude abrir uma conta na biblioteca. O cadastro para um ano custa 20 euros – é possível fazer uma assinatura mensal, por 4 euros por mês. Como ficarei cinco meses, achei que não faria diferença. Então fiz por um ano.

Eu havia visitado a biblioteca – apenas para conhecer – na semana passada. Com meus documentos atualizados, no último sábado voltei para assistir a uma palestra sobre Open Data e aproveitei para realizar meu cadastro. Peguei dois livros leves, em alemão, para treinar o idioma.

Há livros, DVDs, guias de viagem, livros infantis, material mais técnico e científico. Os locais para estudo não são muito grandes, mas os que existem são agradáveis.

Um aspecto diferente é que os usuários podem pegar um computador emprestado. Achei a ideia legal, assim como uma oferta de livros para os insones. A biblioteca tem quatro portas. Em uma delas, há uma máquina, como aquelas em que se compra água ou bebidas, para que os insones possam retirar um livro durante a madrugada.

O prédio da biblioteca é bem novo e bem cuidado.

O empréstimo é todo feito pelo usuário, sem a ajuda de bibliotecários. Em alguns andares, há alguns profissionais à disposição. O cadastro inicial é feito por uma bibliotecária.

A biblioteca tem um café no último andar. Dali é possível ir até o terraço, que fica aberto em um horário determinado. A vista da cidade é bem bonita.

No porão da biblioteca é possível deixar casaco e bolsa em uma guarda-volumes automatizado. Se quiser, qualquer pessoa pode entrar com mochilas, computadores, sem problemas. Há seguranças no andar térreo, mas eles são bem discretos.

Há uma seção sobre a cidade, inclusive com muitos folhetos sobre cursos, passeios e outras oportunidades para locais e estrangeiros. Achei a iniciativa interessante.

Pretendo voltar lá muitas vezes.

Em cada distrito da cidade há uma biblioteca. Aqui perto do alojamento estudantil, em Möhringen, há uma bem bonita – vou visitar nos próximos dias. É possível devolver ali os livros que peguei na biblioteca central. A carteirinha vale para todas as bibliotecas.