Diário de campo do estágio

IMG_0450Ao final de nossos estágios, precisamos redigir um relatório.

Uma das preciosas dicas nos passada pelo professor João Borges antes do início do estágio foi a elaboração de um diário de campo.

Eu criei um arquivo no Google Docs, o que se mostrou muito prático, pois podia atualizá-lo onde quer que eu estivesse.

Inicialmente fiz uma lista das semanas e dias de estágio, que no meu caso foram dias seguidos, de segunda a sexta-feira. Com esta base pronta, fui inserindo diariamente as atividades realizadas, inclusive com números de quantos itens foram higienizados, guardados nas estantes, catalogados ou pesquisados.

No mesmo documento fui anotando minhas impressões, mas não por data, e sim por seção da biblioteca ou atividade. Já funcionou meio como um rascunho do que depois iria colocar no relatório.

Aproveitei que já tinha essas anotações e no final do primeiro mês redigi uma primeira versão. O professor João, meu supervisor de estágio, prontamente revisou o documento. Além disso, enviou-me relatórios antigos, de outros alunos, para eu ter uma ideia de como poderia finalizar meu relatório.

Agora que estou prestes a terminar o período de estágio e terei de fazer a versão final do relatório, as anotações serão de grande valia. Faltam apenas as atividades das últimas semanas, inserir algumas fotos e escrever a conclusão.

Foi uma experiência incrível. Espero conseguir passar isso em meu relatório.

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Relatório de estágio

Nem dá para acreditar, mas amanhã encerro meu primeiro estágio. Foram nove semanas de amor com a Biblioteca do Museu Nacional. 🙂

Aprendi tanto e me senti muito acolhida pelos colegas da BMN. Acho que não poderia ter tido uma experiência melhor. Nesse período, passei por todas as seções da biblioteca, aprendendo muito em cada uma delas, percebendo e visualizando como ocorrem os processos e fluxos em cada setor. Saio com uma visão geral de como funciona uma biblioteca e isso certamente será muito útil na minha carreira como bibliotecária.

A BMN fez 154 anos em 2017, ou seja, tem história e acervo enormes. Nos primeiros dias eu ficava até meio perdida em meio às estantes, mas hoje ao ir procurar um livro no acervo já me senti muito tranquila, sabendo exatamente em qual parte da biblioteca ele poderia estar.

Guardar livros e periódicos nas primeiras semanas foi essencial para ter esta noção espacial do acervo, mas não só isso. Percorrer o acervo nos ensina também sobre os assuntos mais presentes. Aos poucos a percepção sobre a CDD vai tornando-se muito mais intuitiva. Claro que classificar ainda é, para mim, a tarefa mais complicada, mas acredito que a prática consiga ir dando certa segurança.

Sinto uma grande alegria por estar concluindo o estágio de forma tão satisfatória, mas um pouquinho de tristeza por durar tão pouco esta experiência.

 

Tempo, tempo, tempo…

Entrei na sétima semana de estágio e na sétima semana de aula.

Apesar de ter apenas conhecido de maneira rápida cada setor da biblioteca, sinto-me muito mais preparada para atuar como bibliotecária. Que experiência maravilhosa. Sinto-me muito à vontade dentro de uma biblioteca – e fiquei feliz em saber que também do lado de dentro do balcão.

As provas aproximaram-se em velocidade de trem-bala. De repente já é hora de ir a Caxias. Felizmente serão apenas duas provas. As duas últimas – acreditando que passarei nas duas. 🙂

Com esta ida a Caxias, encerrarei as viagens para realizar provas. Bate uma alegria misturada com melancolia. No final, a vida passa mesmo em um piscar de olhos. Lembro-me do dia em que recebi a mensagem do professor Marcos Hübner, em abril de 2014, avisando que o semestre começaria em maio seguinte. Eu estava viajando com a mãe, li a mensagem antes de sair para mais um dia de passeio. Naquele dia, porém, minha cabeça estava em Caxias do Sul.

Na lembrança seguinte, estou na Biblioteca Central em junho de 2014, meio deslumbrada. Havia dobrado de tamanho desde a última vez em que estive lá no final dos anos 1990. Naquele dia, de jogo do Brasil na Copa, conheci meus colegas de curso, com quem dividi tantas conversas boas desde então.

A grande novidade das últimas semanas foi que vou conseguir adiantar o Estágio I, que a princípio faria apenas em março de 2018. Uma pergunta desinteressada resultou em uma resposta prontamente positiva da coordenadora. Depois de alguns dias de angústia, consegui um novo estágio supervisionado, que vou conseguir começar bem quando queria, na metade de outubro, depois de outra viagem com a mãe. 🙂 Parece-me uma boa forma de fechar um ciclo.