Reestruturação do curso

O curso de Biblioteconomia da UCS estará passando por uma reestruturação a partir do próximo semestre.

No último encontro presencial houve uma palestra sobre o assunto. Talvez seja útil para quem está pensando em realizar o curso: https://ucsbr.adobeconnect.com/pwvm0bm2raka/

ATENCAO: Muitos conteúdos do blog ficarão desatualizados com a reestruturação do curso. Por isso, recomendo sempre tirar dúvidas diretamente com a coordenação.

 

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Último boleto

Hoje paguei a última mensalidade de meu curso. O impacto é enorme. É mais um sinal de que realmente esta fase está chegando ao fim. De mensalidades, ao longo desses quase quatro anos, foram R$ 19.887, 26. Tenho certeza de que foi um excelente investimento.

Diário de campo do estágio

IMG_0450Ao final de nossos estágios, precisamos redigir um relatório.

Uma das preciosas dicas nos passada pelo professor João Borges antes do início do estágio foi a elaboração de um diário de campo.

Eu criei um arquivo no Google Docs, o que se mostrou muito prático, pois podia atualizá-lo onde quer que eu estivesse.

Inicialmente fiz uma lista das semanas e dias de estágio, que no meu caso foram dias seguidos, de segunda a sexta-feira. Com esta base pronta, fui inserindo diariamente as atividades realizadas, inclusive com números de quantos itens foram higienizados, guardados nas estantes, catalogados ou pesquisados.

No mesmo documento fui anotando minhas impressões, mas não por data, e sim por seção da biblioteca ou atividade. Já funcionou meio como um rascunho do que depois iria colocar no relatório.

Aproveitei que já tinha essas anotações e no final do primeiro mês redigi uma primeira versão. O professor João, meu supervisor de estágio, prontamente revisou o documento. Além disso, enviou-me relatórios antigos, de outros alunos, para eu ter uma ideia de como poderia finalizar meu relatório.

Agora que estou prestes a terminar o período de estágio e terei de fazer a versão final do relatório, as anotações serão de grande valia. Faltam apenas as atividades das últimas semanas, inserir algumas fotos e escrever a conclusão.

Foi uma experiência incrível. Espero conseguir passar isso em meu relatório.

Penúltimo semestre do curso

O tempo passa independentemente do que fazemos, se trabalhamos ou estudamos muito, se ficamos apenas vendo televisão ou lendo os livros preferidos. Todo mundo sabe quantas horas temos em um dia e quantos dias há em um ano.

Ainda assim, parece que sempre sou pega de surpresa ao pensar sobre o tempo. Aconteceu agora mesmo! Estava fechando a matrícula do segundo semestre de 2017, meu penúltimo período na UCS, e de repente me vi tomada por um deslumbramento.

Uau! Faltam apenas dois semestres para encerrar o curso. Duas disciplinas e dois estágios no total. Parece pouco. De certa forma, é. Apesar de os estágios demandarem, imagino, um esforço extra.

Estou muito animada por chegar finalmente a hora de colocar em prática o que venho aprendendo há anos. Em alguns momentos me sinto superinsegura. Noutros, acho que estarei tão feliz que não sentirei as dificuldades.

Acho que ainda preciso ajustar um pouco esses sentimentos. 🙂

No próximo semestre terei as duas disciplinas finais: Informação para o Desenvolvimento SustentávelAdministração de Serviços. Além disso, farei meu primeiro estágio obrigatório.

Quando custa um intercâmbio?

É claro que o texto a seguir baseia-se em minha experiência. As informações referem-se a fazer um intercâmbio na Alemanha durante um semestre em uma cidade como Stuttgart – relativamente cara.

Apesar de serem informações bem específicas, talvez os itens abordados possam servir como base a quem está pensando em viver experiência semelhante.

Passagem aérea/transporte – O valor sempre vai depender do período da viagem e, geralmente, da antecedência com que se compra a passagem. Eu comprei no dia 28 de dezembro para viajar em 10 de fevereiro. Sempre gosto de planejar com mais antecedência, mas desta vez foi meio em cima da hora. Apesar de eu voltar em um período em que as passagens costumam ser bem caras, até que paguei um preço bem razoável: R$ 3508,69 (em euros, aprox. 980 euros na época). Viajei com a KLM do Rio de Janeiro até Amsterdã e voltarei de Air France, saindo de Paris. Como resolvi passear um pouco na Holanda antes de vir, tive o custo da passagem (69 euros) e em julho terei de me deslocar a Paris (49 euros) para pegar meu voo de volta.

Seguro de saúde – Todas os estrangeiros que vêm estudar na Alemanha devem ter um seguro de saúde. É obrigatório. Assim como todos nós brasileiros precisamos ter um seguro viagem ao visitar a Europa, independentemente do país. Como já passei da idade regular de um estudante de graduação, não pude fazer o seguro saúde que todos fizeram, que custava em média 78 euros por mês. Fiz um seguro da empresa Mawista. Até por conta da minha idade, acabei escolhendo o mais caro disponível, que se chama Student Confort. Os cinco meses – de março a julho – custaram no total: 294,50 euros. Também fiz um seguro de equipamentos e bagagem por mais 84,50 euros. Como não precisei usar o seguro até agora, às vezes passa pela minha cabeça que deveria ter feito o mais barato. A questão é que a gente nunca sabe. É um dinheiro que pagamos preferindo não precisar usar o serviço. Para os dias em que fiquei na Holanda e na Alemanha em fevereiro comprei um seguro viagem comum na Porto Seguro (R$ 300,67, equivalente a 83,50 euros).

Moradia – Dei muita sorte por conseguir um quarto em um alojamento estudantil por intermédio do International Office da HdM, pois se fosse procurar por conta teria muito mais dificuldades e provavelmente pagaria mais caro. O quarto individual em um apartamento com outros cinco estudantes custou pelo semestre 1480 euros. É preciso sempre estar preparado para os gastos extras, como por exemplo, a caução que sempre é cobrada ao assinar o contrato. No meu caso, foram 400 euros, que serão devolvidos ao final da locação caso o quarto esteja nas mesmas condições do início do aluguel. Como cheguei antes da data de entrada no alojamento estudantil por conta do curso de alemão, fiquei uma semana em um quarto do Airbnb, que custou R$ 600 (aprox. 167 euros).

Transporte – Antes de vir eu já sabia que poderia comprar o Semesterticket (que custa 203 euros), um ticket para o transporte público com duração de seis meses. A questão é que tudo tem certa burocracia. Eu cheguei praticamente um mês antes das aulas para fazer um curso intensivo de alemão. Só consegui ter todos os papéis necessários (como a carteirinha da HdM carimbada) para a compra do Semesterticket lá pelo dia 23 de março, ou seja, como estava morando em um bairro e o curso de alemão era no centro, tive de comprar passagens separadas para todo esse período. Isso custou uma pequena fortuna, cerca de 80 euros. Aqui, pelo menos, é possível comprar um ticket semanal por preço melhor, ou seja, poderia ter sido ainda mais caro. Desde que tenho meu Semesterticket posso andar de ônibus, metrô e trem em toda a rede da cidade. Dá para ir bem longe. 🙂

Utensílios domésticos/roupas de cama – Por chegar no inverno e para evitar trazer muita bagagem, decidi comprar as roupas de cama aqui na Alemanha. A associação que gerencia os alojamentos vende aos estudantes um kit completo com edredom, travesseiro, lençóis e fronha (por 45 euros). Com exceção do travesseiro, que acho muito baixo, os demais itens são bons. Apesar de a cozinha ser equipada e ter alguns utensílios deixados por outros estudantes, acabei tendo que comprar o básico: um prato, uma tigela, talheres e pano de prato. De supérfluo comprei uma latinha (porta-velas), velinhas para decorar meu quarto espartano e dar uma iluminada nos dias durante o período de inverno, uma toalha e um espelho pequeno. Nessas pequenas compras, gastei aprox. 50 euros.

Curso de alemão – Pelo curso em si, acabei não pagando nada. Os colegas de outras instituições na cidade pagaram 50 euros pelo curso intensivo e mais 50 euros pelo curso durante o semestre, que é um preço muito camarada. A HdM paga o curso para seus estudantes. 🙂 Claro que acabei tendo custos por ter vindo quase um mês antes, mas vejo mais como um investimento, pois o curso foi muito bom.

Matrícula – Apesar de a maioria das universidades na Alemanha não cobrar pelos seus cursos, sempre é necessário pagar uma taxa administrativa. Parte do dinheiro vai para a associação que administra os alojamentos, por exemplo. O valor varia de uma instituição para outra. Na HdM custa 100,60 euros. A taxa foi paga somente no dia 23 de março, quando finalmente pude carimbar a carteira de estudante e estava liberada para comprar o Semesterticket.

Internet – Cada quarto no alojamento estudantil tem infraestrutura para ter sua própria rede. No mesmo dia em que mudei, por ser uma quarta-feira, havia aqui um representante da Selfnet, a empresa que oferece o serviço no prédio. Minutos depois de fechar o contrato, já tinha minha própria rede wi-fi. Pelo período de seis meses vou pagar 49 euros, em média uns 8 euros por mês. Já internet para o celular, há muitas ofertas. Existem muitas empresas que prestam esse serviço. Eu acabei escolhendo a AldiTalk. Aldi é uma rede de supermercados, famosa por vender barato. O chip custa 12,99, sendo que 10 euros podem ser usados para compra do primeiro pacote de dados. Eu fiz uma trapalhada, pois achei que era automática a assinatura (o site meio que te induz a achar isso) e acabei gastando meus 10 euros à toa. Tive de colocar mais crédito logo em seguida, me sentindo uma boba. Há diversos pacotes de dados, todos com duração de 30 dias. Já tive o AldiTalk 600 (12,99) e depois baixei para o AldiTalk 300 (7,99). No total, gastarei nesse período aqui (incluindo um plano de dados para a Europa, quando fui à Itália, que desde 13.06.17 não é mais necessário): 77,99 euros.

Alimentação – este não é um tópico muito fácil de calcular, pois cada um tem seus hábitos. Eu havia planejado comer mais em casa, mas como não tenho muito talento para cozinhar, isso ocorreu menos do que eu gostaria. De março até o final de junho, gastei cerca de 240 euros no supermercado. Procurei me controlar para não ficar comendo muito fora de casa. Eu achava que tinha conseguido bem, mas agora ao somar esses gastos, vi que fui um fracasso nesse ponto. Gastei 1180 euros de março até o fim de junho. De modo geral, almocei de duas a três vezes por semana no restaurante da Universidade de Stuttgart, onde as refeições variam entre 2,90 e 5,50 euros, mas aos fins de semana comi bastante fora. Um pequeno luxo que deve ter impactado bem nessa conta foi comprar café na rua praticamente todo dia. O café com leite custa quase o preço de uma refeição, 2,30 euros. Além disso, em maio, por exemplo, recebi visitas de amigas em dois fins de semanas, o que implicou em comer bastante fora e em lugares mais caros. Então nesse mês, por exemplo, o gasto foi lá em cima.

Lazer – Depois que fiz o registro na Biblioteca Municipal de Stuttgart (20 euros), retirei muitos filmes para o tempo livro. Fui duas vezes ao cinema, duas vezes ao Jardim Botânico, duas vezes na piscina pública, à Noite dos Museus e a algumas palestras pagas na biblioteca. Tudo isso somou 82,50 euros. Tive vontade de fazer muito mais coisas. As saídas para comer um pouco melhor poderiam muito ser inseridas nessa categoria. 🙂

Como não sou (lá muito) consumista, nesse período comprei apenas algumas poucas roupas que se mostraram necessárias, como, por exemplo, um par de luvas e roupas térmicas. Os gastos, digamos, mais supérfluos, foram com algumas viagens, mas no meu caso viajar não é nada supérfluo, é necessidade. Fui, por exemplo, ao Congresso de Bibliotecários em Frankfurt e gostei muito.

Em resumo:
Passagem aérea/transporte – 980 euros + 69 euros + 49 euros
Seguro de saúde  294,50 euros + 84,50 euros + 83,50 euros
Moradia – 1480 euros + 400 euros + 167 euros
Transporte – 203 euros + 80 euros
Utensílios domésticos/roupas de cama – 45 euros + 50 euros
Matrícula – 100, 60 euros
Internet – 49 euros + 77,99 euros
Alimentação – 240 euros + 1180 euros
Lazer – 20 euros + 82,50 euros

Total = 5.335,59 (sem considerar os 400 euros da caução)
Cerca de 20 mil reais

Avaliação: Dentro desse valor há certamente gastos que podem ser evitados ou reduzidos. Quem se propõe a comer sempre em casa, certamente gastará a metade do que acabei usando para alimentação. Agora é fácil olhar os números e perceber onde poderia ter me contido, mas na hora nem sempre temos essa visão. A esse valor acrescentaria pelo menos mais mil euros para as viagens e também para poder comprar algumas coisinhas.

O valor é alto, mas creio que gastar em estudo e viagens é investimento. Sempre vale a pena.

Das Studentenwohnheim ou simplesmente meu alojamento

Quando escrevi sobre os primeiros preparativos para o intercâmbio, prometi contar como seria meu alojamento. Então aqui vai um relato.

O formulário para solicitação de um quarto em uma residência estudantil foi enviado ainda antes da confirmação da vaga no curso. O prazo para o semestre de verão foi 31.11. Quando eu estava preenchendo o formulário percebi que havia um limite de idade, 35 anos. Preenchi a data máxima possível, coloquei uma observação de que havia nascido em outro ano e escrevi para o International Office da HdM explicando a situação.

Como resposta recebi um e-mail informando que abririam uma exceção no meu caso, desde que eu não me importasse se viver em um local com pessoas de idades diferentes da minha, o que poderia implicar em barulho e festas.

“I just got news concerning your case. There is an option for you to live in the student accommodation. If you consider so, please think of that the students you are sharing an apartment with, might live a different lifestyle than you. Noise and parties have been a regular complaint in accommodations with an age difference.”

Como a alternativa seria eu mesma procurar um outro lugar, que talvez fosse mais caro, aceitei este mesmo. Ainda mais que queria viver realmente como uma estudante.

Moro em um prédio administrado pelo Studierenwerk Stuttgart. Só aqui há três construções. Em cada um dos andares do meu prédio, há três apartamentos. O apartamento em que moro é composto por seis quartos, uma cozinha, dois quartos de banho (com chuveiro e pia) e dois banheiros (com vaso e pia). Cada estudante tem seu próprio quarto, mas divide as demais dependências.

O grupo é composto por mim, dois alemães, uma australiana e um casal brasileiro de Sorocaba. Cinco estudam na HdM e um na Universidade de Stuttgart. Apenas o aluno da Uni Stuttgart já morava aqui antes.

Depois de conhecer outros estudantes, posso dizer que dei uma sorte danada com meus companheiros de apê. Já ouvi cada história! Apesar de não serem loucos por limpeza (acho que eu também não era aos 20 anos), tudo é conservado de maneira bem razoável. Fazemos uma limpeza coletiva todo domingo. Já estou aqui há dois meses e nunca teve episódio de música alta ou visitas incômodas. Por sorte, o maior “problema” é o arrastar de chinelos do Hugo. 🙂

Como todos temos horários diferentes, quase nunca nos encontramos. Há alguns colegas que fico duas semanas sem nem ver. Os brasileiros mesmo, encontro ocasionalmente. No início fiquei meio chateada por ter outros brasileiros aqui, confesso, mas depois percebi que é bom ter alguém com quem conversar na minha própria língua. Ainda mais que eles são bem simpáticos.

Ah, sim, antes que eu me esqueça. Este conjunto de alojamentos fica ao lado da estação de metrô do bairro. Poderia ser um problema, mas as janelas e paredes aqui na Alemanha costumam ser antirruído. Nos primeiros dias eu até ouvia os trens passarem, mas confesso que nem reparo mais. Ainda mais que vinda do Rio, uma cidade extremamente barulhenta, o barulho dos trens é nada.

Além disso, ter a estação a dois minutos de caminhada é muito bom.

Cada quarto tem sua própria internet, com contrato individual e custo de 7 euros mensais. O quarto é mobiliado – com cama, estante, guarda-roupa e uma lixeira. Neste alojamento, o aluguel custa 296 euros por mês. Como eu optei por não trazer roupas de cama, comprei um kit (com travesseiro, coberta, lençois) oferecido pela administração por 45 euros.

Encontrar um lugar para morar em Stuttgart é realmente um grande problema, por isso sou muito agradecida pela HdM cuidar desta parte. Todos os estudantes estrangeiros moram nesses prédios e não precisam correr atrás de um quarto. Já conversei com colegas que moram a uma hora daqui ou que ficaram mais de um ano na lista de espera.

Moodle

Usamos o AVA no curso da UCS. Já aqui na HdM, os professores usam o Moodle como plataforma de apoio. A ideia dos sistemas é bastante similar. Porém, enquanto na UCS o AVA é a nossa sala de aula, onde recebemos todos os conteúdos, entregamos trabalhos, conversamos com os colegas e trocamos informações com os professores, na HdM o Moodle é apenas um espaço para que os professores coloquem os slides das aulas, o calendário e uma ou outra informação sobre a disciplina. Até agora, somente em uma disciplina, a que é mais prática, usamos as mensagens entre colegas.

Acho que ainda não escrevi aqui, mas junto com todas as informações sobre a matrícula, recebemos um e-mail da HdM, que é usado pelos professores para nos enviarem mensagens, assim como pela Assessoria Internacional.

Planejando o intercâmbio

Tendo a carta de aceitação da Escola Superior de Mídias (HdM), comecei a listar tudo que tinha que providenciar para o intercâmbio:

  • seguro-saúde (fiz logo nos primeiros dias, pois era requisito essencial para os passos seguintes. Escolhi a Mawista, pois tinha um bom plano para estudantes);
  • alojamento (eu preenchi o pedido de um quarto no alojamento estudantil até 30.11. Ao fazer isso, percebi que havia um limite de idade que eu ultrapassava – 35 anos. Escrevi para o International Office e eles entraram em contato com os administradores do alojamento. Abriram uma exceção e consegui um quarto individual em um apartamento com outros seis universitários). Quando eu estiver lá farei outro post para contar como tudo funciona na prática.
  • disciplinas (entrei em contato por e-mail com o coordenador do curso, que me encaminhou para um outro professor. Menos de 24 horas depois de eu ter enviado o e-mail já tinha informações sobre o número de créditos e uma lista preliminar das disciplinas que poderei fazer. A programação completa, assim como as inscrições, é liberada agora em janeiro, ainda preciso aguardar um pouco, mas já dei uma olhada na grade do último semestre. Há várias disciplinas que quero fazer, mas tenho que ter o cuidado de não me sobrecarregar, pois afinal tudo será em alemão, o que não é exatamente simples).
  • passagem (depois de pesquisar muito, decidi comprar uma passagem da KLM, via Amsterdã. A volta será de Air France, via Paris. Como meu marido irá comigo no início do intercâmbio, optamos por passear um pouco antes de ir para a Alemanha).
  • licença/demissão do emprego (por enquanto ainda não sei se conseguirei a licença seis meses, mas não tenho pensado muito sobre esse assunto. Se não der a licença, poderei me concentrar nos meus estágios no segundo semestre).
  • $$$ (decidi comprar um cartão de viagem, mas ainda trocarei alguns euros). Logo mais farei um post sobre planejamento financeiro.

Horas complementares

O curso de Biblioteconomia ead da UCS é composto por 158 créditos referentes às disciplinas dos oito semestres. Para concluir o curso, porém, é necessário apresentar mais 120 créditos de atividades complementares.

No meu caso, que já completei cinco semestres, contabilizo 130 créditos realizados, ainda faltam 28 referentes aos três semestres faltantes, ou seja, bem pouquinho! 🙂 Já para completar as 120 horas complementares ainda me faltam 30 créditos.

As minhas atividades complementares foram compostas por palestras assistidas na UCS (aos sábados de prova, quando são realizadas atividades à tarde), pela Semana Acadêmica, por cursos e por uma monitoria. Agora ainda tenho algumas de cursos e palestras que precisam ser autorizadas pela coordenação do curso. Acho que até o próximo semestre terei conseguido comprovar todas as horas necessárias.

A UCS oferece um documento completo sobre as horas. No tal documento, há uma lista do que podem ser consideradas atividades complementares:

São consideradas atividades complementares:

  • Atividades de Ensino – disciplinas não previstas no currículo do curso, monitorias (institucionais ou voluntárias), cursos de certificação (aperfeiçoamento, atualização, complementação etc.), bem como cursos de língua estrangeira (PLE).
  • Atividades de Pesquisa – iniciação científica (institucional ou voluntária), publicações, produções culturais e artísticas.
  • Atividades de Extensão – seminários, congressos, simpósios, conferências, ações comunitárias, estágios, bolsas de iniciação profissional, gestão de órgãos de representação estudantil, representação discente em órgãos colegiados, atividades profissionais, entre outras.

Correndo para dar conta de tudo

Não mudei de opinião, continuo achando que para dar conta de um curso ead é preciso ser muito organizada, especialmente com o tempo.

Só que já faz um tempo que não tenho conseguido me organizar da maneira como gostaria e deveria. Parece que nesses últimos trimestres, em que nem tinha mais um doutorado para dividir o tempo, vivi em meio a uma enorme bagunça. Espero que o último seja melhor.

Passei o último fim de semana correndo atrás do prejuízo. Nem posso dizer que foram as duas semanas de férias que tirei no começo do semestre que me atrapalharam tanto, pois quando voltei tive, teoricamente, todo o tempo para recuperar o tempo perdido. Sei lá, não deu.

Até então nunca tinha atrasado nenhuma atividade… Agora, foi um milagre quando consegui entregar alguma no prazo. Fico bem envergonhada e chateada com isso.

Finalmente agora, a poucos dias do fim do trimestre, estou com tudo em dia. Eu nem fui mal nas provas, mas, ainda assim, fiquei com a sensação de que não absorvi tudo que podia por conta dessa maneira displicente que adotei.

Ainda bem que ainda tenho vários trimestres para voltar a ser uma boa aluna.