Despedida da Biblioteca de Stuttgart

IMG_9679Hoje foi o dia de me despedir da Biblioteca Municipal de Stuttgart. Fui devolver alguns livros e aproveitei para ficar lá um pouquinho mais.

De tudo que vi e vivi aqui, certamente é do que sentirei mais falta. Não apenas por ser uma das bibliotecas mais bonitas e legais que já visitei (e tive o privilégio de usar), mas por tudo que representou para mim nesse período. Foi meu lugar seguro na cidade, para onde eu ia toda vez que me sentia só ou queria me distrair um pouco. Estar ali, aproveitando a programação ou simplesmente percorrendo as estantes à procura do livro ou do filme ideal para aquele momento, serviu muitas vezes como um bálsamo para aplacar saudades ou frustrações.

Sei que bibliotecas conseguem atender a muitas demandas dos usuários, mas nunca tinha me ocorrido que serviam também para esse tipo de necessidade. Mais tarde, ao ver vídeos do TED Talks com bibliotecários, me deparei com um que me sentir fazendo parte de um certo grupo de usuários, daqueles que buscam a biblioteca como espaço de acolhimento. Por isso, admiro cada vez mais esses espaços tão importantes para as comunidades. ❤

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Visita ao Museu do Dinheiro e à Biblioteca do Banco Central alemão

Outra visita bem bacana realizada durante o Congresso de Bibliotecários em Frankfurt foi ao Geldmuseum, o Museu do Dinheiro, seguida por uma rápida passagem pela biblioteca do Banco Central alemão (Bundesbank), que fica no mesmo endereço.

O museu foi reestruturado há poucos anos, então tudo é moderno e supernovo. A exposição é bem interessante, com informações sobre moedas desde os primórdios. Há uma área voltada ao Euro e à falsificação do dinheiro. Em outra, uma barra de ouro pode até ser tocada pelos visitantes. 🙂

Depois que fizemos a visita guiada, fomos rapidamente à biblioteca, que tem todo tipo de acervo, inclusive guias de viagem, pois os funcionários costumam viajar para todos os cantos do mundo.

Um aspecto interessante da biblioteca é que, por questões de segurança, ela utiliza um software sem qualquer ligação com a internet ou com o mundo externo ao prédio do banco. Desta forma não há troca de dados com outras bibliotecas. O cuidado tem a ver com a tentativa de não se tornar vulnerável, não abrindo nenhuma brecha para entradas inoportunas no sistema do banco.

Visita à Biblioteca Nacional alemã

Algo bem interessante na programação do Bibliothekartag 2017 foi a possibilidade de realizar visitas guiadas em bibliotecas. Consegui fazer duas delas: na Biblioteca Nacional alemã e na biblioteca do Museu do Dinheiro.

A Biblioteca Nacional alemã tem duas sedes, uma em Frankfurt am Main e outra em Leipzig. Isso está ligado ainda à época em que a Alemanha era dividida em duas. O nome conjunto passou a ser usado em 2006. Atualmente, quando um livro (CD, DVD etc.) entra para o acervo, há pelo menos duas cópias, uma para cada sede.

Em Frankfurt, a Biblioteca Nacional está instalada em um prédio construído em 1997, pensado para abrigar a biblioteca e com várias preocupações sustentáveis. Algo que me chamou atenção foi o plano para prevenção de danos em caso de incêndio. Nota-se isso não apenas nas portas, mas também no modelo das estantes do armazém. Elas podem ser unidas de forma que a água que irá cair em caso de incêndio não prejudique os livros, por exemplo.

A visita foi rápida, mas bem interessante. Fiquei impressionada por ser tudo moderno, mas como o prédio já tem 20 anos, nota-se que também precisa de ajustes. Por exemplo, não há tomadas suficientes para os usuários.

A feira dentro do 106º Bibliothekartag 2017

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Eu fiquei impressionada com o número de empresas que participaram do 106. Bibliothekartag em Frankfurt. No mapa acima e na lista, dá para ter uma ideia do número de participantes. Já vi algo semelhante em congressos das áreas de saúde ou engenharia, mas nos de Ciência em Informação (que foram os únicos da área que participei até agora), tinha visto, no máximo, bancas vendendo livros. Aliás, isso nem vi no Congresso de Bibliotecários em Frankfurt.

Havia representantes de empresas que produzem softwares para gestão de bibliotecas na Alemanha (e são muitas, como tenho visto nas minhas disciplinas na HdM), algumas que produzem mobiliário ou equipamentos (scanners que só faltam falar, por exemplo), um estande da Biblioteca Nacional Alemã (DBN), da agregadora de conteúdos Biblioteca Alemã Digital (DDB) e várias associações ligadas à biblioteconomia, além de firmas que prestam serviços na área, como a BSZ.

Como fiz duas visitas a bibliotecas e assisti a várias palestras, dei apenas duas voltas nos estandes. Como não trabalho em uma biblioteca, não era muito o público-alvo das empresas, mas fui bem atendida em várias.

 

 

Minha experiência no 106º Bibliothekartag 2017

IMG_7914Gostaria de ter escrito antes sobre a experiência de ter ido ao Congresso de Bibliotecários em Frankfurt, mas acabei aproveitando a semana de férias de Pentecostes (Pfingstferien) para viajar um pouco e nessa última semana fiquei muito envolvida com as apresentações e trabalhos finais.

Diferente dos congressos que participei anteriormente, no qual eram apresentadas basicamente pesquicas acadêmicas, este congresso teve um perfil mais profissional, com apresentação de trabalhos feitos por bibliotecários para bibliotecários. Sim, teve pesquisa também, mas com um viés mais prático, baseada em experiências da prática bibliotecária.

Os (futuros) colegas aproveitam o congresso para as reuniões de suas associações e de grupos de pesquisa. Tudo é apresentado na agenda oficial. Algo bem legal também é a enorme feira de produtos para bibliotecas, de softwares a mobiliário, passando pela apresentação de novos produtos e tecnologias para unidades de informação.

IMG_7915Havia um livreto com toda a programação (entregue junto com a credencial no primeiro dia de congresso). Esta já estava disponível no site oficial uns dois meses antes. No site, assim como aplicativo, era possível se logar e criar uma espécie de agenda com as palestras e atividades de interesse.

Mais de 2 mil participantes estiveram em Frankfurt durante os três dias de congresso. O Bibliothekartag foi realizado no endereço mais tradicional de feiras de Frankfurt, a Messe (onde ocorre a tradicional Feira do Livro de Frankfurt). Havia indicações do congresso por todos os lados. Eu achei tudo muito bem organizado. Os inscritos no congresso tinham automaticamente um ticket para o transporte público nos dias do evento. Apenas a título de informação, eu paguei 47 euros pela inscrição, como estudante.

Confesso que foi muita informação! Aproveitei o que pude, mas acho que poderia ter aproveitado mais. O legal é que o material das palestras fica disponível on-line para os participantes por mais um tempo. Pretendo aproveitar o feriado para dar uma olhada. Queria ter visto mais coisa. Ter entendido mais do que vi. Ter mergulhado em cada estande com mais tempo.

Quem sabe num próximo. 🙂

Ônibus-biblioteca, Bücherbus

Diversos ônibus estacionaram hoje na frente do prédio do Congresso de Bibliotecários em Frankfurt am Main. Até aí nenhuma novidade. Só que não eram ônibus comuns, mas ônibus-biblioteca. Um mais bonito e equipado que o outro. Não fiz anotações, mas havia bibliotecas de Frankfurt, Heilbronn, Darmstadt, Stuttgart, Offenbach, entre outras.

Como eu nunca tinha visto um ônibus-biblioteca, fiquei superimpressionada. Uma ideia tão interessante, tão relevante e tão bem implementada.

Uma bela biblioteca pública: a Stadbibliothek Stuttgart

Estive duas vezes na Biblioteca Pública de Stuttgart, eleita uma das bibliotecas mais bonitas do mundo. Realmente é uma bela biblioteca. O acervo é enorme, novinho, com bastante alternativas. Confesso que s bibliotecas francesas que visitei me deixaram mais impressionada, mas esta também é muito boa.

Como agora já tenho o registro na prefeitura, pude abrir uma conta na biblioteca. O cadastro para um ano custa 20 euros – é possível fazer uma assinatura mensal, por 4 euros por mês. Como ficarei cinco meses, achei que não faria diferença. Então fiz por um ano.

Eu havia visitado a biblioteca – apenas para conhecer – na semana passada. Com meus documentos atualizados, no último sábado voltei para assistir a uma palestra sobre Open Data e aproveitei para realizar meu cadastro. Peguei dois livros leves, em alemão, para treinar o idioma.

Há livros, DVDs, guias de viagem, livros infantis, material mais técnico e científico. Os locais para estudo não são muito grandes, mas os que existem são agradáveis.

Um aspecto diferente é que os usuários podem pegar um computador emprestado. Achei a ideia legal, assim como uma oferta de livros para os insones. A biblioteca tem quatro portas. Em uma delas, há uma máquina, como aquelas em que se compra água ou bebidas, para que os insones possam retirar um livro durante a madrugada.

O prédio da biblioteca é bem novo e bem cuidado.

O empréstimo é todo feito pelo usuário, sem a ajuda de bibliotecários. Em alguns andares, há alguns profissionais à disposição. O cadastro inicial é feito por uma bibliotecária.

A biblioteca tem um café no último andar. Dali é possível ir até o terraço, que fica aberto em um horário determinado. A vista da cidade é bem bonita.

No porão da biblioteca é possível deixar casaco e bolsa em uma guarda-volumes automatizado. Se quiser, qualquer pessoa pode entrar com mochilas, computadores, sem problemas. Há seguranças no andar térreo, mas eles são bem discretos.

Há uma seção sobre a cidade, inclusive com muitos folhetos sobre cursos, passeios e outras oportunidades para locais e estrangeiros. Achei a iniciativa interessante.

Pretendo voltar lá muitas vezes.

Em cada distrito da cidade há uma biblioteca. Aqui perto do alojamento estudantil, em Möhringen, há uma bem bonita – vou visitar nos próximos dias. É possível devolver ali os livros que peguei na biblioteca central. A carteirinha vale para todas as bibliotecas.

Na última viagem de férias tive a oportunidade de visitar duas bibliotecas que me deixaram muito bem impressionada. Este post é sobre a primeira delas: a Biblioteca Pública do Centre Pompidou, que fica na região central de Paris.

Eu já viajei algumas vezes para Paris e até já visitei a Biblioteca Nacional François-Mitterrand, mas nunca soube que havia uma biblioteca no Pompidou, museu que sempre se acaba passando na frente em algum momento da viagem.

Fiquei sabendo ao fazer o trabalho da aula de Unidade de Informação, do professor João, no semestre passado, quando visitei a Bibliomaison. A bibliotecária de lá me deu esta dica quando falei que viajaria à França. Logo coloquei na minha lista do que fazer durante os dias em Paris.

A entrada da biblioteca fica na parte detrás do Pompidou. Depois dos atentados, qualquer lugar público tem revista. Para entrar na biblioteca é precisa passar em um raio-x e mostrar o conteúdo da bolsa/mochila para um guarda. Ao contrário de nossas bibliotecas, lá é possível entrar com todo seu material, não há guarda-volumes.

A biblioteca tem dois andares e meio e a mesma pegada moderna do museu. Tudo pode ser acessado tanto por escadas comuns, escadas rolantes ou elevadores. Tudo é muito bem sinalizado. A unidade funciona das 11h às 22h. Só não abre às segundas-feiras. No dia em que fui era feriado de 14 de julho. Não só estava aberta, como estava cheia!

Apesar de ter ficado superimpressionada com a biblioteca pública da cidade de Arnhem, que visitei em abril passado na Holanda,  confesso que fiquei muito mais com esta de Paris. Talvez por ter olhado com mais calma, talvez por sempre ficar impressionada com bibliotecas bonitas, coloridas, animadas como esta.

Há pelo menos 320 computadores na biblioteca do Pompidou. Eles servem para navegar pelo catálogo e por sites pré-selecionados (como wikipedia ou youtube, por exemplo). Tentei entrar no site da UCS, por exemplo, e não consegui. Para isso é preciso fazer um cadastro rápido na recepção do térreo. Como eu ia ficar somente umas horinhas ali, achei que não era o caso. Vi pessoas de todos os tipos usando os computadores, jovens, velhos, bem vestidos, mendigos, estudantes…

Essas áreas de computadores estão espalhadas por vários andares. A coleção de livros também é dividida. De 0 a 6 está no primeiro andar, de 7 a 9 no segundo. Só a categoria 8 ocupa meio andar. Há uma área separada para música, inclusive com equipamentos para escutar discos. Uma parte que me chamou atenção foi uma com diversos aparelhos de tv, em que os visitantes podem escolher um canal e assistir.

Há ainda, por todos os andares, grandes áreas para estudos, com mesas equipadas com luminárias e tomadas. A rede wifi pode ser usada por qualquer pessoa. Pelo folheto explicativo, há espaço para 1000 pessoas.

Os bibliotecários estão distribuídos por toda a biblioteca, em pequenas “ilhas de informação”, onde há também computadores apenas para se ver o catálogo.

 

A biblioteca conta ainda com banheiros e lanchonete.

Outro detalhe que me chamou a atenção foi a grande oferta de cursos, há desde aulas e encontros de conversação em vários idiomas até aprendizados de informática nos mais variados níveis. Tudo apresentados nos murais e em folhetos.

A Bibliothèque Publique d’information Centre Pompidou vale muito ser conhecida!

Será que dou conta de uma graduação a distância?

Há dois anos, eu havia feito um curso de Comunicação Científica a distância. Não foi uma experiência muito boa porque justamente naquele período minha mãe sofreu um acidente e tive de ficar duas semanas a acompanhando em um lugar sem internet. Como fazer um curso on-line sem acesso à web? Não dá para dizer que é impossível, mas se o curso exigir que o aluno esteja on-line em horários determinados, como era o caso, fica bem difícil. O resultado, na época, foi que consegui fazer todas as atividades, mas nunca participar dos chats. Acho que não aproveitei tudo que poderia.

Quando soube do curso oferecido pela UCS, me bateu uma leve preocupação, será que eu conseguiria me adaptar ao formato EAD?

Gastei alguns dias pensando, mas eu já havia tomado a decisão. Como biblioteconomia é algo que estou muito a fim de fazer, resolvi encarar o desafio.

Passados cinco meses do início das minhas aulas, posso dizer que está sendo ótimo, que estou conseguindo dar conta e ter um bom aproveitamento. Baseada em minha experiência inicial, acredito que o estudante disposto a fazer um curso a distância deve prestar atenção a dois aspectos muito importantes: planejamento e organização.

O planejamento começa ainda antes das aulas. O interessado em realizar um curso EAD deve fazer uma análise bem realista sobre o tempo disponível para se dedicar aos estudos. O fato de não haver um horário fixo de aula, não quer dizer que o aluno não tenha que dedicar um bom número de horas aos estudos – às vezes até mais do que imagina. Diferente do estudo presencial, no qual muitas vezes basta o aluno estar ali de corpo presente, no estudo EAD será necessário participar de fóruns, realizar exercícios, postar resultados de atividades periodicamente. Para conseguir apresentar qualidade nessas participações, é necessário um grande volume de leitura, de resolução de exercícios. Tudo isso demanda tempo. Não dá para simplesmente assinar uma lista de presença e só se lembrar daquela matéria na semana seguinte. No curso EAD, a presença é notada por meio da realização das atividades propostas.

Café e estudoA organização é um complemento importante ao planejamento. Definido o tempo disponível para os estudos, é necessário definir quanto dele será dedicado a cada assunto. Além disso, é importante preparar uma pasta onde serão armazenados os conteúdos de aula, pensar que tipo de material de apoio será necessário comprar (cadernos, canetas, lápis) e até mesmo planejar onde estudar (em casa, na biblioteca). Parecem questões meio bobas, mas fazem toda diferença na rotina de estudos. Vale também avisar às pessoas ao redor que você estará ocupada estudando em determinados períodos de tempo, ainda mais se vai estudar em casa.

Eu tenho todas as noites livres, quando costumo me dedicar à leitura, produção de resumos e resolução de exercícios propostos pelos professores. Estudo entre duas a três horas por dia. Consigo dar conta de tudo que é proposto de segunda a sexta-feira. Apenas quando surge algum imprevisto durante a semana é que eu preciso usar o fim de semana para os estudos de graduação.

Como eu havia comprado um computador há pouco tempo, não precisei me preocupar com este item. Separei uma pasta somente para os estudos de graduação. Decidi comprar alguns cadernos para poder organizar o conteúdo em forma de resumo, o que, para mim, funciona muito bem, pois o conteúdo fica todo esquematizado no mesmo lugar. Em casa tenho tranquilidade para estudar, mas quando quero adiantar alguma leitura, levo o texto comigo.

Aprofundarei esses assuntos mais adiante, pois são fundamentais para um aproveitamento maior do curso.

Vontade de me tornar uma bibliotecária

De repente, veio a vontade de me tornar bibliotecária. Tudo bem, confesso, nem foi tão de repente assim.

As visitas às duas bibliotecas que existiam em Esmeralda fazem parte das minhas lembranças mais fortes de infância. Fazer o meu cadastro na biblioteca municipal foi a realização de um sonho. Meu irmão já tinha e fiquei feliz quando pude ter minha primeira fichinha verde. Preenchi algumas ao longo dos anos. Antes disso, eu já emprestava livros da biblioteca do colégio. Em algumas épocas, fazia parte da minha rotina ir à biblioteca para pegar um livro novo toda manhã.

Quando fiz vestibular, passei para aquilo que mais me interessava no momento: jornalismo. Durante o tempo de faculdade, dentro do possível, eu costumava usar a biblioteca para estudar, mas especialmente para ler as revistas semanais. Achava um luxo poder ter acesso a todas elas no mesmo lugar. E de graça. Naquela época, meio dos anos 1990, ainda havia fichários com as informações sobre os livros e as nossas carteirinhas ficavam guardadas na própria biblioteca. Ah, sim, a internet ainda estava chegando ao Brasil.

Cartão para usar as bibliotecas de Las Vegas

Em outros lugares onde morei – Neu-Isenburg, Florianópolis e Las Vegas –, mantive sempre um cadastro na biblioteca local. Nos últimos anos, me vi frequentando bibliotecas apenas por razões acadêmicas. Porém, foi justamente nesse período em que comecei a me envolver com a biblioteconomia, pois muitos dos meus colegas no curso de mestrado eram da área. Observando-os, percebi o quanto eram apaixonados pela área.

Pela convivência e resgatando a felicidade que as bibliotecas sempre me proporcionaram, comecei a pensar no assunto com carinho. Só que fazer uma graduação a esta altura do campeonato me parecia inviável. Como passar pelo Enem? Vestibular? Fui pelo caminho do reingresso, mas a UFRJ exigia muito mais créditos em comum do que o meu histórico do curso de jornalismo poderia oferecer.

Foi quando, meio por acaso, fiquei sabendo que a Universidade de Caxias do Sul (UCS) havia aberto um curso de biblioteconomia a distância. Não poderia ler notícia melhor. Além de ser na minha universidade de origem, o curso poderia ser realizado a distância. Corri atrás de informações, conversei com uma aluna do primeiro ano, fiz algumas perguntas para o coordenador do curso, pedi reingresso e… cá estou eu já no segundo semestre.

Neste blog, pretendo relatar como está sendo realizar uma graduação a distância, algo bastante novo para mim, mas mais que isso a minha transformação em uma bibliotecária. 🙂