Vontade de me tornar uma bibliotecária

De repente, veio a vontade de me tornar bibliotecária. Tudo bem, confesso, nem foi tão de repente assim.

As visitas às duas bibliotecas que existiam em Esmeralda fazem parte das minhas lembranças mais fortes de infância. Fazer o meu cadastro na biblioteca municipal foi a realização de um sonho. Meu irmão já tinha e fiquei feliz quando pude ter minha primeira fichinha verde. Preenchi algumas ao longo dos anos. Antes disso, eu já emprestava livros da biblioteca do colégio. Em algumas épocas, fazia parte da minha rotina ir à biblioteca para pegar um livro novo toda manhã.

Quando fiz vestibular, passei para aquilo que mais me interessava no momento: jornalismo. Durante o tempo de faculdade, dentro do possível, eu costumava usar a biblioteca para estudar, mas especialmente para ler as revistas semanais. Achava um luxo poder ter acesso a todas elas no mesmo lugar. E de graça. Naquela época, meio dos anos 1990, ainda havia fichários com as informações sobre os livros e as nossas carteirinhas ficavam guardadas na própria biblioteca. Ah, sim, a internet ainda estava chegando ao Brasil.

Cartão para usar as bibliotecas de Las Vegas

Em outros lugares onde morei – Neu-Isenburg, Florianópolis e Las Vegas –, mantive sempre um cadastro na biblioteca local. Nos últimos anos, me vi frequentando bibliotecas apenas por razões acadêmicas. Porém, foi justamente nesse período em que comecei a me envolver com a biblioteconomia, pois muitos dos meus colegas no curso de mestrado eram da área. Observando-os, percebi o quanto eram apaixonados pela área.

Pela convivência e resgatando a felicidade que as bibliotecas sempre me proporcionaram, comecei a pensar no assunto com carinho. Só que fazer uma graduação a esta altura do campeonato me parecia inviável. Como passar pelo Enem? Vestibular? Fui pelo caminho do reingresso, mas a UFRJ exigia muito mais créditos em comum do que o meu histórico do curso de jornalismo poderia oferecer.

Foi quando, meio por acaso, fiquei sabendo que a Universidade de Caxias do Sul (UCS) havia aberto um curso de biblioteconomia a distância. Não poderia ler notícia melhor. Além de ser na minha universidade de origem, o curso poderia ser realizado a distância. Corri atrás de informações, conversei com uma aluna do primeiro ano, fiz algumas perguntas para o coordenador do curso, pedi reingresso e… cá estou eu já no segundo semestre.

Neste blog, pretendo relatar como está sendo realizar uma graduação a distância, algo bastante novo para mim, mas mais que isso a minha transformação em uma bibliotecária. 🙂

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