Tempo, tempo, tempo…

Entrei na sétima semana de estágio e na sétima semana de aula.

Apesar de ter apenas conhecido de maneira rápida cada setor da biblioteca, sinto-me muito mais preparada para atuar como bibliotecária. Que experiência maravilhosa. Sinto-me muito à vontade dentro de uma biblioteca – e fiquei feliz em saber que também do lado de dentro do balcão.

As provas aproximaram-se em velocidade de trem-bala. De repente já é hora de ir a Caxias. Felizmente serão apenas duas provas. As duas últimas – acreditando que passarei nas duas. 🙂

Com esta ida a Caxias, encerrarei as viagens para realizar provas. Bate uma alegria misturada com melancolia. No final, a vida passa mesmo em um piscar de olhos. Lembro-me do dia em que recebi a mensagem do professor Marcos Hübner, em abril de 2014, avisando que o semestre começaria em maio seguinte. Eu estava viajando com a mãe, li a mensagem antes de sair para mais um dia de passeio. Naquele dia, porém, minha cabeça estava em Caxias do Sul.

Na lembrança seguinte, estou na Biblioteca Central em junho de 2014, meio deslumbrada. Havia dobrado de tamanho desde a última vez em que estive lá no final dos anos 1990. Naquele dia, de jogo do Brasil na Copa, conheci meus colegas de curso, com quem dividi tantas conversas boas desde então.

A grande novidade das últimas semanas foi que vou conseguir adiantar o Estágio I, que a princípio faria apenas em março de 2018. Uma pergunta desinteressada resultou em uma resposta prontamente positiva da coordenadora. Depois de alguns dias de angústia, consegui um novo estágio supervisionado, que vou conseguir começar bem quando queria, na metade de outubro, depois de outra viagem com a mãe. 🙂 Parece-me uma boa forma de fechar um ciclo.

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Finzinho do 6º semestre

Andei meio relapsa nesse semestre, que nem tive muita inspiração para escrever aqui no blog.

No último fim de semana fui a Caxias do Sul para as provas finais deste ano – quer dizer, assim eu espero. As notas do trimestre serão divulgadas nos próximos dias. Quem não pegou recuperação terá apenas que fazer uns poucos trabalhos mais e pronto!

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Da janela do avião: até breve, Rio de Janeiro 🙂

A viagem a Caxias do Sul começou às 11h de sexta-feira, quando saí de casa para ir até o Aeroporto Santos Dumont. De lá, parti para Congonhas, em São Paulo. Uma espera curta, um sorvetinho de doce de leite e já estava no voo seguinte. Aproveite as duas etapas para dar mais uma estudada.

Quando cheguei a Porto Alegre estava morrendo de fome. Pensei em comer em um quilo do aeroporto, mas vi uma sopinha de agnolini me acenando de um fast food que serve galetos e afins. Não resisti. Foi ótimo, pois depois ficaria horas no trânsito a caminho de Caxias. Peguei o ônibus das 17h30. Os demais estavam todos cheios. A viagem demorou três horas! Cheguei à casa da minha madrinha quase às 21h. Ela me esperava com pizza e vinho.

Antes de dormir e logo ao acordar ainda dei mais um revisada nos resumos, mas teria que ter estudado mais, me deu alguns brancos durante a prova.

As provas desta vez foram realizadas no bloco S, que nem existia quando fiz faculdade pela primeira vez. A medicina era no prédio da reitoria, onde evitávamos muito ir. Agora são outros tempos, o prédio é novinho, iluminado… img_4329

As provas não estavam difíceis, mas eu realmente não consegui me lembrar de duas questões direito. Uma até arrisquei, a outra foi um desastre completo. Estava tudo no resumo, vi depois. Fazer o quê…

Depois das provas, fiquei conversando com os meus colegas. Este é o melhor momento da viagem. Eu adoro encontrar meus colegas. É engraçado, nos vimos apenas algumas poucas vezes, mas estamos no mesmo barco e isso nos dá uma cumplicidade muito legal.

Mais tarde voltei a Porto Alegre, pois meu voo sairia bem cedo no dia seguinte.

Agora esperar as notas, fazer os trabalhos finais e curtir as férias. Este ano foi longo!

Na última viagem de férias tive a oportunidade de visitar duas bibliotecas que me deixaram muito bem impressionada. Este post é sobre a primeira delas: a Biblioteca Pública do Centre Pompidou, que fica na região central de Paris.

Eu já viajei algumas vezes para Paris e até já visitei a Biblioteca Nacional François-Mitterrand, mas nunca soube que havia uma biblioteca no Pompidou, museu que sempre se acaba passando na frente em algum momento da viagem.

Fiquei sabendo ao fazer o trabalho da aula de Unidade de Informação, do professor João, no semestre passado, quando visitei a Bibliomaison. A bibliotecária de lá me deu esta dica quando falei que viajaria à França. Logo coloquei na minha lista do que fazer durante os dias em Paris.

A entrada da biblioteca fica na parte detrás do Pompidou. Depois dos atentados, qualquer lugar público tem revista. Para entrar na biblioteca é precisa passar em um raio-x e mostrar o conteúdo da bolsa/mochila para um guarda. Ao contrário de nossas bibliotecas, lá é possível entrar com todo seu material, não há guarda-volumes.

A biblioteca tem dois andares e meio e a mesma pegada moderna do museu. Tudo pode ser acessado tanto por escadas comuns, escadas rolantes ou elevadores. Tudo é muito bem sinalizado. A unidade funciona das 11h às 22h. Só não abre às segundas-feiras. No dia em que fui era feriado de 14 de julho. Não só estava aberta, como estava cheia!

Apesar de ter ficado superimpressionada com a biblioteca pública da cidade de Arnhem, que visitei em abril passado na Holanda,  confesso que fiquei muito mais com esta de Paris. Talvez por ter olhado com mais calma, talvez por sempre ficar impressionada com bibliotecas bonitas, coloridas, animadas como esta.

Há pelo menos 320 computadores na biblioteca do Pompidou. Eles servem para navegar pelo catálogo e por sites pré-selecionados (como wikipedia ou youtube, por exemplo). Tentei entrar no site da UCS, por exemplo, e não consegui. Para isso é preciso fazer um cadastro rápido na recepção do térreo. Como eu ia ficar somente umas horinhas ali, achei que não era o caso. Vi pessoas de todos os tipos usando os computadores, jovens, velhos, bem vestidos, mendigos, estudantes…

Essas áreas de computadores estão espalhadas por vários andares. A coleção de livros também é dividida. De 0 a 6 está no primeiro andar, de 7 a 9 no segundo. Só a categoria 8 ocupa meio andar. Há uma área separada para música, inclusive com equipamentos para escutar discos. Uma parte que me chamou atenção foi uma com diversos aparelhos de tv, em que os visitantes podem escolher um canal e assistir.

Há ainda, por todos os andares, grandes áreas para estudos, com mesas equipadas com luminárias e tomadas. A rede wifi pode ser usada por qualquer pessoa. Pelo folheto explicativo, há espaço para 1000 pessoas.

Os bibliotecários estão distribuídos por toda a biblioteca, em pequenas “ilhas de informação”, onde há também computadores apenas para se ver o catálogo.

 

A biblioteca conta ainda com banheiros e lanchonete.

Outro detalhe que me chamou a atenção foi a grande oferta de cursos, há desde aulas e encontros de conversação em vários idiomas até aprendizados de informática nos mais variados níveis. Tudo apresentados nos murais e em folhetos.

A Bibliothèque Publique d’information Centre Pompidou vale muito ser conhecida!

Como chegar a Caxias do Sul

Como muitos dos meus colegas que moram longe, para a realização das provas preciso me deslocar da minha cidade até Caxias do Sul.

Sempre vou de avião, por ser mais prático e rápido do que viajar de ônibus. Em uma das vezes comprei passagens diretas para Caxias, mas não cheguei lá. Havia neblina e o avião precisou pousar em Porto Alegre, de onde seguimos de ônibus para Caxias. A volta, pelo menos, deu para ser de lá.

No inverno, especialmente, é bem difícil haver teto para pouso ou decolagem. No meu caso, as passagens para Porto Alegre costumam ser mais baratas. Mesmo pagando o ônibus de Porto Alegre a Caxias, ainda assim vale mais a pena.

Quando eu chegava a Porto Alegre, sempre pegava um táxi até a rodoviária. Até que resolvi me aventurar no Trensurb. Achei bem civilizado. E, claro, é bem mais barato. Do terminal onde chegam voos da Gol e da TAM há um VLT (aeromóvel) que vai até a estação. Do terminal antigo, onde fica a Azul, dá para ir caminhando pela passarela.

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Na volta de Caxias do Sul para Porto Alegre, a dica é pegar um ônibus da Caxiense que faça uma parada no aeroporto Salgado Filho. Apesar de ser um pouco mais caro (atualmente, o executivo custa em média R$ 36 e o “comum”, R$ 28), vale a pena pela praticidade e por ser bem mais barato do que pegar um táxi.

Sempre achei que somente os executivos fossem até o aeroporto, mas na última viagem, ao comprar a passagem incluindo a ida até o aeroporto fiquei surpresa ao ver que se tratava de um ônibus comum – e, por isso, mais barato. Os horário completos podem ser vistos aqui.

Uma decisão acertada foi ter comprado este companheiro de viagem.

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