Ônibus-biblioteca, Bücherbus

Diversos ônibus estacionaram hoje na frente do prédio do Congresso de Bibliotecários em Frankfurt am Main. Até aí nenhuma novidade. Só que não eram ônibus comuns, mas ônibus-biblioteca. Um mais bonito e equipado que o outro. Não fiz anotações, mas havia bibliotecas de Frankfurt, Heilbronn, Darmstadt, Stuttgart, Offenbach, entre outras.

Como eu nunca tinha visto um ônibus-biblioteca, fiquei superimpressionada. Uma ideia tão interessante, tão relevante e tão bem implementada.

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106. Bibliothekartag 2017

Hoje começou o congresso alemão de bibliotecários em Frankfurt am Main. Com mais de 2 mil participantes, o Bibliothekartag 2017 engloba palestras de profissionais de diferentes bibliotecas e instituições alemãs e de diversos outros países, além de uma grande feira, com a presença de empresas que produzem de softwares a mobiliário para bibliotecas. Há também estandes da Biblioteca Nacional alemã e outras organizações importantes da área, OCLC, ekz e BSZ.

A procura por um estágio, primeiro capítulo

Nunca imaginei que seria tão difícil encontrar uma biblioteca no Rio de Janeiro para realizar meu primeiro estágio, que precisa ser supervisionado – o currículo do curso da UCS inclui dois estágios supervisionados, nos dois semestres finais, cada um com 120 horas, sendo acompanhado por um professor do curso e por um profissional da área na unidade de informação escolhida.

Dividi a busca em três fases, com diferentes estratégias.

A primeiro foi iniciada ainda em março, quando fiz uma lista com todas as bibliotecas de meu interesse no Rio e outra com todos os bibliotecários que conheço ou tive algum contato nos últimos anos.

Ainda meio ingênua e sem experiência, pedi ajuda para uma colega de curso, que prontamente encaminhou meu currículo e carta de apresentação para uma empresa. Na minha imaginação, receberia uma resposta rapidinho. Não foi bem assim. Estou esperando até hoje…

Depois de uma duas semanas, percebi que não seria tão simples e passei a enviar e-mails para as primeiras unidades de informação da minha lista. Para meus lugares preferidos. De alguns sequer recebi resposta, justamente daqueles em que tenho um diferencial. De outros, uma negativa. Os que responderam já tinham alguém em vista para o segundo semestre ou não abriram processos neste ano. Fiquei feliz por terem respondido, pois com estes posso tentar no próximo semestre ou pelo menos já sei qual é o caminho – se por e-mail, pelo portal do CIEE (que não funciona on-line) ou outro modo.

Como a fase um não me trouxe resultados, desde a metade de abril parti para uma nova etapa: mais e-mails para bibliotecas e o início dos contatos com os conhecidos. Os e-mails continuaram não tendo muitas respostas. Confesso que com os colegas comecei a fazer os contatos nos últimos dias. Alguns falaram que irão se informar, mas eu sei por mim que nem sempre nos lembramos desses pedidos. Eu sou meio envergonhada para ficar cobrando. De qualquer forma, aguardo o retorno de alguns deles, especialmente daqueles que trabalham em bibliotecas onde talvez haja vaga.

Estou procurando estágio para agosto, então ainda tenho, teoricamente, dois meses inteiros pela frente. A terceira fase inclui refazer alguns contatos do começo das buscas e procurar fora do Rio. Tomara que não seja necessária.

Das Studentenwohnheim ou simplesmente meu alojamento

Quando escrevi sobre os primeiros preparativos para o intercâmbio, prometi contar como seria meu alojamento. Então aqui vai um relato.

O formulário para solicitação de um quarto em uma residência estudantil foi enviado ainda antes da confirmação da vaga no curso. O prazo para o semestre de verão foi 31.11. Quando eu estava preenchendo o formulário percebi que havia um limite de idade, 35 anos. Preenchi a data máxima possível, coloquei uma observação de que havia nascido em outro ano e escrevi para o International Office da HdM explicando a situação.

Como resposta recebi um e-mail informando que abririam uma exceção no meu caso, desde que eu não me importasse se viver em um local com pessoas de idades diferentes da minha, o que poderia implicar em barulho e festas.

“I just got news concerning your case. There is an option for you to live in the student accommodation. If you consider so, please think of that the students you are sharing an apartment with, might live a different lifestyle than you. Noise and parties have been a regular complaint in accommodations with an age difference.”

Como a alternativa seria eu mesma procurar um outro lugar, que talvez fosse mais caro, aceitei este mesmo. Ainda mais que queria viver realmente como uma estudante.

Moro em um prédio administrado pelo Studierenwerk Stuttgart. Só aqui há três construções. Em cada um dos andares do meu prédio, há três apartamentos. O apartamento em que moro é composto por seis quartos, uma cozinha, dois quartos de banho (com chuveiro e pia) e dois banheiros (com vaso e pia). Cada estudante tem seu próprio quarto, mas divide as demais dependências.

O grupo é composto por mim, dois alemães, uma australiana e um casal brasileiro de Sorocaba. Cinco estudam na HdM e um na Universidade de Stuttgart. Apenas o aluno da Uni Stuttgart já morava aqui antes.

Depois de conhecer outros estudantes, posso dizer que dei uma sorte danada com meus companheiros de apê. Já ouvi cada história! Apesar de não serem loucos por limpeza (acho que eu também não era aos 20 anos), tudo é conservado de maneira bem razoável. Fazemos uma limpeza coletiva todo domingo. Já estou aqui há dois meses e nunca teve episódio de música alta ou visitas incômodas. Por sorte, o maior “problema” é o arrastar de chinelos do Hugo. 🙂

Como todos temos horários diferentes, quase nunca nos encontramos. Há alguns colegas que fico duas semanas sem nem ver. Os brasileiros mesmo, encontro ocasionalmente. No início fiquei meio chateada por ter outros brasileiros aqui, confesso, mas depois percebi que é bom ter alguém com quem conversar na minha própria língua. Ainda mais que eles são bem simpáticos.

Ah, sim, antes que eu me esqueça. Este conjunto de alojamentos fica ao lado da estação de metrô do bairro. Poderia ser um problema, mas as janelas e paredes aqui na Alemanha costumam ser antirruído. Nos primeiros dias eu até ouvia os trens passarem, mas confesso que nem reparo mais. Ainda mais que vinda do Rio, uma cidade extremamente barulhenta, o barulho dos trens é nada.

Além disso, ter a estação a dois minutos de caminhada é muito bom.

Cada quarto tem sua própria internet, com contrato individual e custo de 7 euros mensais. O quarto é mobiliado – com cama, estante, guarda-roupa e uma lixeira. Neste alojamento, o aluguel custa 296 euros por mês. Como eu optei por não trazer roupas de cama, comprei um kit (com travesseiro, coberta, lençois) oferecido pela administração por 45 euros.

Encontrar um lugar para morar em Stuttgart é realmente um grande problema, por isso sou muito agradecida pela HdM cuidar desta parte. Todos os estudantes estrangeiros moram nesses prédios e não precisam correr atrás de um quarto. Já conversei com colegas que moram a uma hora daqui ou que ficaram mais de um ano na lista de espera.