Correndo para dar conta de tudo

Não mudei de opinião, continuo achando que para dar conta de um curso ead é preciso ser muito organizada, especialmente com o tempo.

Só que já faz um tempo que não tenho conseguido me organizar da maneira como gostaria e deveria. Parece que nesses últimos trimestres, em que nem tinha mais um doutorado para dividir o tempo, vivi em meio a uma enorme bagunça. Espero que o último seja melhor.

Passei o último fim de semana correndo atrás do prejuízo. Nem posso dizer que foram as duas semanas de férias que tirei no começo do semestre que me atrapalharam tanto, pois quando voltei tive, teoricamente, todo o tempo para recuperar o tempo perdido. Sei lá, não deu.

Até então nunca tinha atrasado nenhuma atividade… Agora, foi um milagre quando consegui entregar alguma no prazo. Fico bem envergonhada e chateada com isso.

Finalmente agora, a poucos dias do fim do trimestre, estou com tudo em dia. Eu nem fui mal nas provas, mas, ainda assim, fiquei com a sensação de que não absorvi tudo que podia por conta dessa maneira displicente que adotei.

Ainda bem que ainda tenho vários trimestres para voltar a ser uma boa aluna.

 

Primeira turma de biblioteconomia da UCS

No dia 10 de setembro fui a Caxias do Sul para a primeira etapa de provas deste semestre. Foi muito legal encontrar alguns colegas depois de ter feito as provas em Vacaria na última vez, mas o mais bacana deste dia foi ver a animação e alegria das colegas que estão prestes a concluir o curso.

Enquanto nós realizávamos as provas e assistíamos à palestra da tarde, as meninas faziam fotos que vão entrar para a história pessoal de cada uma, mas também para a do nosso curso. O professor homenageado, como não poderia deixar de ser, foi o professor João Borges.

Desejo uma carreira brilhante a cada uma delas.

Fim de semestre

Como sempre, antes mesmo de terminarmos o semestre, já escolhemos as disciplinas da próxima etapa. Escolher não é bem a palavra certa, pois como o curso é realizado em módulos, temos de pegar todas as matérias ofertadas.

Como consegui aproveitar várias matérias de meu curso anterior, agora faltam bem poucas para concluir o curso. Neste segundo semestre farei quatro disciplinas – o que deixou a mensalidade bem mais bonita. Para o ano que vem ficarão faltando os dois estágios e apenas duas matérias.

Ainda tenho muito que aprender, mas já dá uma alegria pensar que já passei de mais da metade do curso. No segundo semestre agora correrei atrás de estágios. Gostaria de fazê-los nos mais diferentes lugares. Vamos ver como será.

Minha primeira estratégia será entrar em contato com todas as bibliotecárias amigas para contar que estou em busca de um estágio. Assim, imagino, caso surjam oportunidades onde elas trabalham, elas podem se lembrar de mim e me avisarem.

Este semestre foi bastante pesado emocionalmente. Eu estava terminando um outro grande projeto de vida, que acabou se arrastando mais do que eu gostaria. Finalmente, no final do mês passado, tudo chegou ao fim. Agora estou mais aliviada e feliz.

Concluída esta etapa, poderei me dedicar quase que completamente à graduação. Quer dizer, ainda continuarei trabalhando por enquanto, mas se surgirem estágios interessantes terei de considerar o que será mais importante para meu futuro: investir em diferentes estágios ou optar pela segurança do cenário atual, mas vou deixar para esquentar a cabeça quando chegar o momento certo.

BiblioMaison

Compartilho uma sugestão de biblioteca bacana para se conhecer no Rio de Janeiro. Nesta semana, para realizar o trabalho de Unidade de Informação, disciplina do prof. João, visitei a BiblioMaison, que fica no espaço da antiga Mediateca da Maison de France, no centro da cidade.
 
Foi uma bela transformação. O espaço ficou lindo e muito agradável. Os livros nas estantes seguem a CDD, mas há bastante material no salão central para se ler descompromissadamente nos sofás confortáveis. Num futuro próximo a biblioteca contará com um café.
 
A BiblioMaison fica no 11º andar da Casa de Europa (ex-Maison de France), que abriga os consulados da França e da Alemanha (e é vizinho do da Itália), na Avenida Presidente Antônio Carlos, 58.

Atropelos pré-prova

Este primeiro semestre não tem sido fácil.

Estou prestes a concluir um outro projeto. Por mim, já teria acabado, mas como nem tudo nessa vida depende apenas de nosso esforço, tudo ficou atrasado.

Por conta disso, acabei deixando a graduação, especialmente neste trimestre, em segundo plano. Não estou conseguindo fazer todas as leituras e todas as participações que deveria nos fóruns. Isto é péssimo, ainda mais agora nesta segunda metade do curso, quando tratamos de assuntos que têm relação com a prática profissional.

Às vezes, porém, o melhor é tentar reconhecer nossas limitações e  não pegar muito pesado consigo mesma. Estou tentando.

As provas já serão na próxima semana,no dia 25. Estou correndo para terminar e estudar meus resumos, o que sempre me ajuda. Atenção mesmo aos estudos pré-prova só poderei dar depois de segunda-feira. Espero realmente estar com a cabeça mais liberada a partir do dia 20. Sei que o tempo para estudar será curto, pois já viajo na sexta-feira de manhã, mas terá de ser assim desta vez. Torcer para assimilar o máximo de conteúdo.

A biblioteca do prof. Geraldo

Nesta semana estamos estudando sobre bibliotecas públicas e bibliotecas comunitárias na disciplina de Unidades de Informação.

Apesar de nunca ter conhecido pessoalmente uma biblioteca comunitária, lembrei-me da biblioteca criada por um antigo professor do IBICT, o prof. Geraldo Prado. Ele doou a sua enorme coleção de livros ao povoado em que cresceu, São José do Paiaiá, no interior da Bahia.

Imagina a transformação que esta biblioteca promoveu no pequeno lugar, composto por pouco mais de 500 habitantes. Atitude louvável!

Para ler mais sobre o projeto: http://oglobo.globo.com/rio/duas-aguas-a-conta-com-geraldo-prado-6817065 e https://sites.google.com/site/obcmnp/geraldo-prado.

Programação do ano

Hoje recebemos um lembrete com as datas das próximas provas.

A segunda prova deste semestre será no dia 25 de junho. No primeiro ano de faculdade, no dia deste segunda prova tinha jogo do Brasil, pela Copa do Mundo de 2014. Apesar do jogo, grande parte da turma passou a tarde conhecendo a biblioteca da UCS. Ali ainda vivíamos uma ilusão.

A prova da metade do ano ocorre em pleno inverno. Por isso é preciso ir bem agasalhado para Caxias, pois lá faz frio de verdade. Eu sempre sofro um pouquinho. Esta próxima prova farei em Vacaria, onde é ainda mais frio.

Em julho haverá uma semana de férias, na semana de 17 a 24.

A primeira prova está agendada para 10 de setembro. Esta também planejo fazer em Vacaria, mas ainda estou decidindo.

A última prova do ano será em 25 de novembro. Dando tudo certo, duas semanas depois estaremos em férias, retornando aos estudos somente em março de 2017.

I Semana Acadêmica

Em 9 de abril fomos a Caxias do Sul para as primeiras provas do ano. Estava com saudades dos meus colegas de turma, não nos víamos desde setembro, pois fiz a última prova de 2015 em Vacaria. Desta vez o tempo que passei em Caxias foi supercurto.

Cheguei a Porto Alegre no final da manhã e corri para a rodoviária. Normalmente vou de Trensurb (metrô), mas desta vez tive de pegar um táxi para não perder o ônibus. Eu tinha que estar às 16h na UCS. Deu tudo certo. Cheguei ainda meia hora antes.

Às 16h eu tinha uma apresentação a fazer, na I Semana Acadêmica da UCS, belamente organizada pelo Diretório Acadêmico – especialmente pelo querido Douglas. Falei sobre Otlet e La Fontaine e um pouco sobre a visita que fiz ao Museu Mundaneum, em Mons/Bélgica, em 2012. Estava meio nervosa, mas passou rápido.

Durante alguns noites da semana anterior e todos os da semana seguinte tivemos palestras on-line. Foi bem legal. Como viajei na semana seguinte, não consegui ver todas, mas como elas foram gravadas, basta acessar o blog do DA, onde estão os links.

Notas e outras coisinhas

O primeiro trimestre ficou para trás. As notas ainda não foram fechadas, mas já dá para ter uma ideia do resultado. No final, fui melhor do que esperava. Bem melhor, pois esperava uma tragédia, confesso. Não me dediquei como gostaria.

Os professores costumam dar as notas ao longo das semanas, mas fecham a final muitas vezes somente lá por julho. Assim bate uma ansiedade. Queremos ver logo as disciplinas fechadas no histórico.

Como escrevi em outro post, neste trimestre fiz quatro disciplinas e fui monitora em mais uma. Quatro matérias me pareceram muito, demais para um trimestre, talvez porque duas delas foram trabalhosas – Bibliometria (porque precisamos fazer muita pesquisa na Plataforma Lattes para coletar dados) e Literatura Infantil (apesar de serem livros curtos, foram quase duas dezenas).

No próximo voltarei a fazer três e creio que será mais tranquilo.

Achei que fiz pouco na monitoria. Não consegui ler tudo que o prof. João passou aos alunos. Talvez a ideia nem fosse essa, mas fiquei me culpando um pouco. O professor me passou uma atividade que foi interessante e boa para refletir. Fiz sugestões de notas para uma determinada atividade. Nossa, como é difícil avaliar. Acho que fui meio injusta com alguns colegas, mas procurei manter um padrão no modo de dar a nota. Assim, não tinha como dar a nota máxima àqueles que foram piores que os melhores alunos. Só que esse raciocínio é equivocado, pois de repente aquele aluno que avaliei com 3 e não 5 fez o melhor que ele podia e se superou, merecendo a nota máxima. Foi um bom aprendizado. Gostei e sou agradecida pela oportunidade.

Somos também um pouco daquilo que lemos

Quando fiz a disciplina de Literatura Oriental, com a mesma professora Flavia Ramos, eu já havia escrito um texto sobre “leituras antigas e marcantes”. Tentei não me repetir, mas em alguns momentos foi meio inevitável.

Neste semestre estou fazendo tanto Biblioteca Escolar quanto Literatura Infantil. São duas disciplinas que provocam muita nostalgia.

Dos 17 anos que morei em Esmeralda, 13 foram vividos dentro da escola estadual. Comecei a estudar quando ainda não tinha cinco anos, fiz dois anos de jardim de infância, depois os 11 dos então chamados primeiro e segundo graus. Por mais que a memória pregue peças à medida que vamos envelhecendo, muitas cenas parecem ter acontecido ontem.

Em minha casa sempre houve uma estante com livros. Entre eles, algumas coleções de livros bonitos feitos para atrair a atenção das crianças. Nas minhas memórias mais antigas não encontro aquela de alguém lendo histórias para mim ou para minha irmã. Talvez minha mãe, que lecionava muitas horas por semana, tenha lido histórias daqueles livros grandes e hoje gastos de contos de fadas, mas infelizmente não são essas as lembranças que me vêm à mente quando combino infância e leitura.

Lembro-me de ir à biblioteca com meu irmão mais velho, lembro-me da fichinha verde de controle da data de empréstimo e devolução, lembro-me nitidamente da disposição das estantes na sala grande da prefeitura em que ficava a coleção. Ali, entre as janelas, ficava a coleção infanto-juvenil. Lembro-me, claro, da dona Marli, que por muitos e muitos anos me recebeu com um sorriso no rosto. Ainda hoje sinto um quentinho no coração quando penso nela e nos livros tão bem cuidados da biblioteca municipal.

Antes de escrever sobre os livros, sou tomada pelas lembranças de outra biblioteca. Aquela sala cheira de livros era vizinha da minha, a do jardim de infância, mas naquela época, aquele lugar não parecia ser destino para criança tão pequena. Acho que fui pela primeira vez à biblioteca do colégio somente depois de aprender a ler, mas quando isso aconteceu, aquele lugar apertado passou a fazer parte das minhas manhãs. Morando em uma cidade pequena, eu podia ir sozinha trocar o livro lido por uma história novinha em folha.

  Um dos primeiros “lidos” foi Ida e Volta, de Juarez Machado. Como este livro me fascinou. Como podia existir uma história tão completa? Como o dono daqueles passos conseguia fazer mil coisas num dia só. Eu me imaginava percorrendo aquele caminho. O livro, relido nesta semana, me traz as melhores lembranças. Eu nem sabia, mas entre as leituras daquela época estavam livros de escritores ilustres, como Mario Quintana (Pé de Pilão com aquela capa rosa forte) e Erico Verissimo (O urso com música na barriga, As aventuras do avião vermelho e Os três porquinhos pobres).

Uma das coleções de capa dura mantidas na estante de casa era composta de histórias bem brasileiras, como Negrinho do Pastoreio e Mula sem Cabeça. Esses livros continuam por lá. Quem sabe um dia as sobrinhas se interessem por eles. Nem todas as histórias eram bonitas e alegres, como não ficar impressionada com A pequena vendedora de fósforos? Nos grandes livros de contos de fadas havia outras que assustavam. Para relaxar só apelando mesmo para algum dos gibis herdados de um tio.

A leitura sempre fez parte da minha vida e da dos meus irmãos. Não tivemos o exemplo de nossos pais, que pouco liam, mas eles sempre nos ofereceram livros e incentivaram as visitas à biblioteca. Felizmente tivemos acesso a duas boas bibliotecas. Mesmo que o acervo não fosse enorme, elas atendiam – e muito bem – às necessidades de seus públicos-alvo. Eu não consigo imaginar como teria sido uma vida sem os livros na infância e sem as visitas constantes às bibliotecas.

Em algum momento comecei a ler a série Vaga-lume. Eu tinha um desejo secreto de ler todos os livros na ordem em que apareciam na contracapa. Não havia todos na biblioteca, mas aos poucos fui batendo minha meta. Desses, os mais marcantes foram Éramos Seis, Açúcar Amargo, A árvore que dava dinheiro e todos os de Marcos Rey. Havia ainda outras coleções, mas, apesar de me lembrar do hábito de trocar quase diariamente o livro na biblioteca, os títulos hoje me fogem. Havia os de Pedro Bandeira e alguns outros mais que de vez em quando me vêm à mente, como Pai, me compra um amigo, de Pedro Bloch.

Durante os últimos anos de colégio fiz um estágio em um banco. O ritmo de trabalho e de estudos acabou me deixando com pouco tempo para a leitura, mesmo assim me lembro de conseguir ler Luiz Antonio de Assis Brasil e obras de alguns outros gaúchos. As idas à biblioteca, infelizmente, diminuíram, sendo retomadas apenas no primeiro ano de faculdade. Durante alguns anos as leituras foram poucas, mas sempre que consegui tive um livro nas mãos.

Hoje em dia, ler faz parte das atividades obrigatórias da minha rotina. Sempre estou lendo alguma coisa. Procuro me dedicar a apenas um livro por vez. Há dois anos comprei um kindle. Isso tem me ajudado a transportar os livros de maneira mais fácil, assim como comprá-los rapidamente.

A leitura é parte de mim. Quem me conhece, sabe. Acredito seriamente que somos feitos também daquilo que lemos.”